dimanche, octobre 22, 2006

Espera por mim, e eu voltarei.

“Espera por mim, e eu voltarei.
Espera tão somente,

espera, com a tristeza das chuvas amarelas,
espera, na janela com a neve presente,
espera, no forte calor,
espera, quando um amigo não espera,
esquecido na noite anterior.
Espera, quando de um lugar distante
já não chegam cartas,
espera, mesmo quando o que

espera junto a ti se farta.

Espera por mim, e eu voltarei,

não queiras convencer
os que sabem de cor
que é tempo de esquecer.
Pois que acreditem mãe e filho
que de mim não há traço.
Que os amigos distraídos esperem,

junto ao fogo, num abraço,
curtindo o vinho grave
à alma que padece...
Espera. E em beber com eles
não te apresses.

Espera por mim, e eu voltarei,
para contrariar toda morte.
Que quem não me esperou diga: - teve sorte.
Não entendas, nem esperes que entendam,
que no meio do fogo
a tua esperança me salvou.
O que eu vi viverei apenas contigo,
- pois es simples e sabes esperar,
como nenhum outro amigo.“

Constantin Simonov, 1941

Poema importante. Espero que a minha tradução agrade.

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